Se eu fosse um passarinho. Queria voar no espaço. E pousar devagarinho. Nas voltinhas do seus braços Queria sentir seu carinho. Para aliviar a dor que passo. Queria te dar um beijinho. E depois um forte abraço. Depois que você partiu. Minha vida é sofrer. Me escreve sem demora. Que estou louco pra saber. O lugar que você mora. Também quero lhe escrever. Marcando para qualquer hora. Um encontro com você. Você partiu me deixando. Na mais negra ansiedade. Sofrendo tanta amargura. E chorando de saudade. Meu coração não resiste. Pra dizer mesmo a verdade. Pra mim já não existe. A tal felicidade. É um ditado muito certo. Quem ama nunca esquece. Que tem seu amor distante. Chora, suspira e padece. Coração sofre bastante. Saudade no peito cresce. Se você tem outro amor. Seja franca e me esclareça. Um rapaz com sua viola, vem chegando do interior. Com chapéu de boiadeiro e trajes de lavrador. Em um prédio em São Paulo, entrou no elevador. Também entrou uma moça igual um botão de flor. Achando a moça tão bela o rapaz falou pra ela. Quero ser o seu amor. A mocinha respondeu com um gesto indelicado. Para mim você não passa de um mendigo conformado. Você com essa viola é um caipira atrasado. Não tem onde cair morto e quer ser meu namorado. Só fico com gente nobre. Você é um rapaz tão pobre, não namoro pé rapado. O rapaz muito educado então disse pra menina. Ando com essa viola pra cumprir a minha sina. Mas sou muito caprichoso, só tenho prédio de esquina. Para mim você não passa de uma falsa granfina. Onde moras não é seu, esse prédio aqui é meu. Você é minha inquilina. Me chame como quiser, de caipira ou de roceiro. Esse chapéu representa o troféu dos boiadeiros. Não largo dessa viola porque sou bom brasileiro. Atrasou seu aluguel, vim receber meu dinheiro. Cumpra melhor seu dever. Sinta orgulho de ser inquilina de violeiro.
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